quinta-feira, 30 de junho de 2011

Ninguém quer saber

Ninguém quer saber de você
Ou de mim
Ninguém quer saber do começo
Ou do fim

Quem consegue ver o medo em meus olhos?
Quem quer saber o que eu escondo num simples sorriso?
Quem quer saber por que eu choro?
E eu friso...
Ninguém quer saber

Quem quer saber dos segredos que trago?
Quem quer saber do sangue no chão?
Quem quer saber das minhas noites em claro?
Fadadas a solidão...
Ninguém quer saber

Porque eu quero fugir
... dos meus pensamentos
Porque eu quero dormir
... num sonho sem fim
Porque eu quero me esconder
... de mim

Quem é que vai parar pra me escutar?
Quem é que vai me olhar a ponto de entender?
Quem é que vai correr pra me ajudar?
Interceder...
Ninguém quer saber

Quem consegue ver o que sinto?
Quem consegue distinguir o sonho do pesadelo?
Quem consegue me tirar desse labirinto?
Desatar esse novelo...
Ninguém quer saber

Porque eu quero viver
... sem amar
Porque eu quero emudecer
...  meu coração
Porque eu quero repousar
... nos braços da canção

“Nessa cidade tão cheia de gente
Ninguém quer saber o que você sente.
Ninguém quer saber de ninguém”
  
Ninguém quer saber de você
Ou de mim
Ninguém quer saber do começo
Ou do fim.



Eu não gosto da realidade

Eu não gosto da realidade, não mesmo! 
Eu queria entrar numa dessas histórias de cinema, ou de livros de romance, 
e morar lá pra 
sempre.

quarta-feira, 29 de junho de 2011

Ela nunca vai abandonar o barco.

 É como aquela menina que fica deslumbrada com o barco, entra nele e segue mar à dentro, sem se dar conta de que o barco está furado.  Ela deixa tudo pra trás,  "mergulha" nessa jornada com paixão. Quando ela percebe está longe, e para de remar, pensando no que deve fazer, voltar ou seguir em frente? Não, ela não pode voltar, é um pouco tarde pra isso. Ela precisa cruzar o mar, saber como é lá do outro lado, o que à espera. Ela fica ali parada, sem remar para frente ou para trás, pensando no que deve fazer. Sozinha como o sol, vento, silêncio. O barco então começa a afundar, é preciso agir, deixar a bússola interior apontar a direção certa. Ela pensa então na possibilidade de pular do barco, mas ela simplesmente não consegue abandonar o barco. E a coragem de pular do barco não é forte o suficiente para fazer com que a menina tome essa atitude. Ela tem que chegar do outro lado,  pra tentar concertar o barco e depois voltar, mesmo que nunca mais volte a ser o que era. Então ela começa a remar, vai seguir em frente, ela sabe que vai ser uma jornada difícil e cansativa, mas ela não pode parar de remar.  Vai ter horas em que ela vai remar mais lentamente, vai querer parar um pouco, respirar, vai fingir a existência de um tal motor invisível  e vai fingir que está tudo bem, que nada aconteceu, que já pode voltar. Mas aí, chega uma hora em que a gasolina desse tal motor invisível acaba, e aí ela volta à estaca zero. Sozinha, num oceano de peixes, tomada pela saudade, nostalgia e  esperança.  Ela vai querer remar para trás, mas ela tem que continuar. Às vezes ela vai ficar girando em torno de si mesma, perdida. Mas não dá mais pra voltar, é tarde. Ela tem que ir lá do outro lado e concertar o barco. Ela sabe que é capaz, ela sabe que essa dura jornada vai fazer com que ela cresça e amadureça muito. Mesmo que o barco nunca mais volte a ser o mesmo, mesmo que ela nunca mais volte a ser a mesma, mesmo que o barco fique cheio de remendos,  mesmo que suas mãos fiquem calejadas, mesmo que toda essa jornada tenha sido em vão, ela tem que arriscar. Ela nunca vai abandonar o barco. 
Um dia, ela volta...

quinta-feira, 23 de junho de 2011

Entardecer rosa

Tão fugaz e tão mágico
Tão intenso e tão curto
Tão suave como uma rosa que se perde no caminho
E se corta com seus próprios espinhos
Que fazer para que um instante dure toda uma vida?
Eu te encontrarei mais tarde derramando minhas lágrimas
Em um entardecer rosa, até o anoitecer
E a lua sendo testemunha dessa nostalgia em teus olhos
Por que se cala quando suas lágrimas tem tanto a me dizer?
Por que mente se teus olhos me dizem a verdade?
Pra que fingir se a beleza está na existência mais sutil?
Do mesmo modo que uma rosa com suas pétalas pode me fazer sorrir
Os seus espinhos podem me fazer lastimar
A beleza está na penumbra das minhas noites contigo,
Dos meus sonhos etéreos, das minhas loucas fantasias
Se te conhecer é só uma coincidência,
Fico feliz por coincidir contigo nesse vale de mentiras,
Porque teus olhos estão cheios de mistérios e verdades ao mesmo tempo
Se fosse outro momento, namoraria você
Mas não é o tempo, nem o momento
E você e eu só nos encontramos em essência,  em sonhos, não em corpo
Algum dia havemos de estar unidos
Talvez, talvez não...
Só queria aquele entardecer rosa...

Conversa fatal



E se alguém viesse como o mar, e invadisse sua vida de repente. E mudasse tudo. Mas que fosse urgente, porém naturalmente. Mudasse como uma nova estação do ano... uma inverão, meio inverno, meio verão: fria como gelo Ártico, mas ao mesmo tempo quente, que nem areia do Saara. Que mudasse assim a Geografia da sua vida. Você permitiria? Alguém que fosse assim meio a meio. Que tivesse calma semelhante ao sol que se vai vagarosamente pelos fins de tarde e reagisse nervosamente como os raios do mesmo sol escapando pela linha do horizonte das manhãs. O que me diz? Você gostaria de alguém assim em sua vida? Gostaria? E se não fosse assim, tão poético? Alguém que pelo menos pensasse ou sonhasse assim... 
Alguém assim como eu, por exemplo?

terça-feira, 21 de junho de 2011



O grande problema é que o tempo nunca passa igual pra todo mundo, pra você pode ser só mais um dia, mas para mim, é uma eternidade, e cada minuto sem você é duro de aguentar... D:

segunda-feira, 20 de junho de 2011

Se eternizar

Ouço gritos
Em meio ao silencio ensurdecedor
São meus pensamentos
Dizendo que meus sonhos loucos anseiam viver
Me da medo pensar no futuro
E imaginar que talvez não exista o amanhã
Procuro um meio de me eternizar 
E ser feliz enquanto durar 
É preciso esperança pra não enlouquecer
É preciso coragem pra chegar a ser


Tapo os ouvidos, não quero mais ouvir
Esses fantasmas que vagam por aí
Presos numa rotina tentando se iludir
Sem sonhos, sem esperança
Eles fingem existir
E tentam a todo custo me fazer conformar
Com o pouco que a vida insiste em me dar
Estão vivendo por viver
Mas até quando hão de sobreviver?
Morrendo a cada dia sem saber
Quem são? Pra onde vão?
É preciso esperança pra não enlouquecer
É preciso coragem pra chegar a ser


Tire a máscara, mostra tua cara
Mostra toda sua imperfeição
E veja quem ainda lhe estende a mão
Grite alto o que o coração mandar
E ignore os que quiserem te calar
Ignore o nunca e resista ao não
Não construa muros em teu coração
Não deixe que sufoquem teus ideais
Enfrente o impossível você é capaz
Faça acontecer
Lute pra vencer
E pra não deixar de ser


É preciso esperança pra não enlouquecer
É preciso coragem pra chegar a ser
É preciso sonhar pra poder viver
É preciso acreditar pra poder vencer
Viva intensamente, enquanto durar
Procure um meio de se eternizar...

domingo, 19 de junho de 2011



É tão dificil acordar de um sonho bom, não é?
                   
... mas as vezes é preciso, antes que tudo vire um pesadelo .-.

sexta-feira, 17 de junho de 2011

Tire a máscara

Muitos criticam pessoas como eu que só fazem o que gostam e deixam de lado muitas das "obrigações sociais". Mas acho que a vida em sociedade só vale a pena quando pode oferecer momentos agradáveis. Perde o sentido quando se torna obrigação. Sei que há deveres que todos temos e precisamos cumprir e nem sempre esses são agradáveis, por exemplo: "ir a um velório". Eu gosto de ser verdadeira comigo mesma. Não teria como dissimular meu desagrado comparecendo contra vontade em algum lugar, não saberia fingir 'felicidade', não sei sorrir se não tenho vontade, não converso se não estou a fim de falar. 
Todos querem conservar a imagem, preservar o nome, manter as 'aparências', ou a tradição. Mas para mim, isso tudo não passa de um fardo gigante. 
A vida é maravilhosa, mas sempre responde ao que você lhe dá. As pessoas em geral se prendem às conveniências, as regras sociais, prestando-se a fazer coisas de que não gostam tentando agradar os outros, e isso acaba com o prazer de viver. 
Alguns contestam: "Mas já pensou se cada um fizesse o que tem vontade, que desastre não seria o mundo?"
Garanto que não seria pior do que já é. Ao contrário, não haveria tantas pessoas reprimidas, mascaradas, mentindo, tentando aparentar o que de fato não são. Será que fariam mesmo toda sorte de besteiras? Acho que não, acho que essa forma de pensar é que vem causando tantas confusões entre as pessoas hoje em dia. Todos se ocultam atrás do que lhes convém. Ninguém fala a verdade ou age com sinceridade. É por isso que a sociedade virou esse caos. 
E tudo isso só vai melhorar quando as pessoas ao invés de cuidarem uma das outras tentando aparentar o que não são, assumirem de uma vez a responsabilidade pela própria vida, cuidando de viver melhor, de ser mais feliz. A vida não é complicada, as pessoas é que complicam as coisas. 
Tire a máscara, mostre tua cara! Deixe-me ver se eu gosto de quem tu és.

Desencontros

Negaste meu carinho
meu afeto
minhas palavras
meus versos
meu corpo


Sofri na solidão
na angustia
no desespero
no tormento
e na dor


Morrem a cada instante
minha alma
minha vida
meus encantamentos
minhas esperanças
minhas ilusões...

Oh Sarah!

Ok, tem o tumblr né. Beleza. Muita gente dizendo o que sente, muita gente demonstrado tudo que se passa lá dentro. Daí, num belo dia de sol, (mentira, era de chuva), eu recebo uma ask: “passei a tarde toda aqui no teu tumblr, li todas as 54 páginas”. Eu pensei: ou essa garota é muito desocupada, ou gosta muito do meu tumblr. Ambas estavam certas. *-*
Oh Sarah, Sarah, Sarah. Tudo bem, a distância pode ter tentado nos separar. Mas não interessa, o destinonos uniu. Verdade, nos conhecemos há pouco tempo. Mas, parece que não, não acha? Todos os segredos, tudo pode, pode não ter sido toooodos, mas, isso se deve ao fato de termos pouco tempo para nos falar…
…Querida, eu não sei quem te mandou pra mim. Não sei, não sei mesmo. Foi algo sobrenatural, inacreditável, quando eu mais precisei você apareceu. Na hora mais importante, de todas, você, simplesmente, apareceu. Obrigado, meu bem, por escutar todas minhas loucuras. Por ter paciência nos momentos… digamos que… eu fico… chato! Obrigado, ninguém poderia entender melhor do que você. Ninguém poderia ter dito as coisas mais certas na hora certa do que você. Lembra da nossa Promessa né? Um dia, ainda vamos nos conhecer… pessoalmente. Porque o resto, garanto que já sabemos tudo, ou quase tudo. Anyway, um dia.
Sarah, tu é magnífica. É descompensada, mas é Sensata. É engraçada e é séria. Se importa de verdade com as pessoas, não cansa de se declarar, não cansa de demonstrar. Sarah, Sarah, obrigado por existir! Talvez, se não fosse… por você… agora eu não estivesse aqui, escrevendo. Existindo.
Sarah, é cedo, eu sei. Mas de qualquer forma, saiba que tu tem uma importância muito grande pra mim, algo inexplicável e incontestável, Sarah, querida. Espero, espero que ainda somemos muitos KB’s de longas conversas madrugada á dentro. Sarah, espero que sua importância na minha vida cresça cada vez mais. De fato, tu és uma menina singular.
Você parece tão irreal, que às vezes penso que não existe. Obrigado, Sarah, Simplesmente, Obrigado por existir.

J.Ferreira

quinta-feira, 16 de junho de 2011

A garota do coração quebrado

   Minha vida toda eu fui educada demais, a melhor aluna, a boa filha, a melhor namorada, a boa amiga, a que sempre ouve, a que sempre compreende, a que sempre ajuda, sempre me diferenciei pelo meu jeito de ser. Nunca tive muitos amigos, sempre me identifiquei mais com os meninos, sempre preferi os filmes românticos, livros e internet do que sair com as amigas fazer compras. A menina meiga, simpática, educada, cdf, amiga de todos, perfeita. A garota perfeita dos textos perfeitos. Foda-se! O que ninguém sabe é que cada texto meu, custa um pedaço da minha alma. 
 Eu estou cansada de ser a garota do coração quebrado. Chorar educadamente, sorrir educadamente, abraçar educadamente. Sabia que isso tudo dá um trabalhão?  Nunca dei uma de louca, nunca bati portas, nunca quebrei pratos, nunca quebrei paredes, nunca deixei de fazer minhas obrigações, nunca matei aula, nunca deixei de estudar pra uma prova, nunca xinguei a professora,  nunca tirei nota vermelha, nunca fiz guerrinhas de giz, nunca pedi pra ir ao banheiro e  demorei pra voltar, nunca faltei do serviço, nunca furei fila, nunca mandei alguém sair da frente, nunca demorei pra responder no MSN sem me importar, nunca roubei, nunca falei palavrão, nunca mandei ninguém a puta que pariu, nunca fiz uma tatuagem,  nunca pintei o cabelo de verde, nunca fumei cigarros ou experimentei qualquer outra droga,  nunca bebi até cair, nunca fugi de casa, nunca dancei a noite inteira de olhos fechados, nunca voltei pra casa totalmente bêbada e com as roupas rasgadas, nunca quebrei o coração de ninguém, nunca iludi ninguém, nunca fiz nada que pudesse machucar alguém. 
 Às vezes eu queria ser diferente, afinal eu nunca ganhei nada sendo a menina boazinha, já cansei de ser certinha, de andar sempre na linha, queria pelo menos uma vez me expor, me atrever, mesmo que fosse uma única vez, queria mostrar o que eu sei fazer. Talvez fosse um pouco divertido ser alguém que não ‘eu’. Afinal se o ‘eu’ de agora ta se fudendo porque não tentar um novo ‘eu’. Quem sou eu afinal? Quantos ‘eu’ eu posso ser? 
 Lembrei- me de uma conversa que tive com um amigo há uns meses atrás, ele me disse que eu posso ser quem eu quiser, basta querer, que não tem nada que me obrigue a ser assim, e que se eu mudasse eu não estaria traindo quem eu sou, porque eu tenho liberdade pra isso, eu posso ser quem eu escolher ser, eu posso mudar. Quem nunca muda se limita a seguir sempre um estilo de vida, e perde a chance de aproveitar o que a vida tem a oferecer, de experimentar outras coisas. Que eu posso acordar amanhã e decidir “não vou ser mais assim, não vou mais gostar disso, agora vou ser assado, agora eu vou gostar daquilo”, e que fazendo isso eu estaria adicionando conhecimento pra mim, explorando uma parte minha que eu jamais conheceria enquanto me limitava a gostar sempre das mesmas coisas. 
 Eu realmente gostaria de acreditar em tudo isso, eu queria às vezes ser estúpida, não ligar pro sentimentos dos outros, queria não ser tão sensível, não me deixar abalar tão fácil, queria não gostar de poemas, teatro e crianças. Queria inventar o meu próprio pecado, e se preciso, morrer do meu próprio veneno, queria perder a cabeça, queria perder o juízo, queria me embriagar até esquecer do mundo, ou até que o mundo me esqueça. Queria acordar e simplesmente dizer: "a partir de hoje eu vou ser assim!"  Ao invés de ser a menina perfeita, simpática e educada, a menina do coração quebrado que sempre se machuca por confiar demais nas pessoas, que tal sair por aí quebrando alguns corações,  que tal um beijo de três segundos que  o deixe querendo mais?  Eu queria que fosse simples assim, mas não consigo me imaginar sendo alguém que não ‘eu’. Afinal de contas, o que define quem eu sou são minhas experiências de vida, o lugar em que fui criada, a maneira como fui criada, as pessoas com quem eu cruzei no caminho, tudo isso é que de certa forma me moldou a ser quem eu sou hoje. Talvez, se eu começasse de novo as coisas seriam diferentes.  Se eu pudesse começar um novo livro, com um novo personagem. Mas eu não posso, não posso simplesmente trocar de personagem na próxima página, eu estaria bagunçando toda a história, tudo que você leu até agora não teria mais nenhum sentido. Eu posso até mudar em certas coisas, posso mudar meu nome, a cor do meu cabelo, aprender novos idiomas, me vestir de outro jeito, fazer uma tatuagem, mas isso de fato não anularia quem eu sou, ao longo da vida eu vou adquirir novas experiências, conhecer novos lugares, ler novos livros, encontrar novas pessoas que me acrescentaram muitas coisas, disso não dá pra fugir. Mas isso tudo só vai estar ‘adicionando’ novos conhecimentos pra minha pessoa. Eu sempre serei a  mesma garota tímida, do sorriso doce, do olhar sincero, que ajuda todo mundo, a mesma garota estúpida do coração quebrado, que esconde o rosto com medo de ser notada. Que fica assistindo a vida passar lá da arquibancada.

quarta-feira, 15 de junho de 2011

Esse texto é pra ti Sarah.

Não se reprima, baby. Se quiser chorar, chore. Se quiser gritar, grite. Assim, sem pensar, apenas faça. Se quiser se declarar, declare-se. Se quiser contar, conte. Por favor, não se guarde, não se limite. Se quiser abraçar, por favor, abrace. Se quiser dizer o quanto ama alguém, simplesmente fale. Feche os olhos, e aja. Pare de pensar nas cenas que você não realizou, pare, pare de imaginar diálogos. Pare! Eu te imploro. Viva, viva e seja feliz. Sem timidez, sem medo, sem insegurança. Apenas, apenas seja feliz.

- J. Ferreira.

Lágrimas

 Estou me forçando a fingir que estou feliz.  Não sei se resolve, criar uma "falsa felicidade", mas me conforta, até certo ponto. Será que minha vida vai ser sempre assim? Fantasiar? Criar? Imaginar? Fingir que está tudo bem não resolve mais, não posso mais me controlar, não adianta. Os choros não se vão, os choros permanecem, segurar as lágrimas só piora. Só acumula, as lágrimas que ainda estão dentro de mim. Não adianta, não há o que controlar. Não há. Não resta nada a ser feito, as lágrimas vão comigo a qualquer lugar. Mesmo que ninguém veja, elas estão comigo, guardadas, escondidas. E isso não vai mudar, até que eu me permita desabar. Tudo que eu queria agora era fechar essas janelas, que insistem em me mostrar que a vida passa lá fora enquanto eu fico aqui parada no mesmo lugar, sintonizada na mesma estação, queria apagar a luz do meu quarto, por meus fones de ouvido e ligar aquela música no volume máximo e chorar, sem tempo definido. Estou cansada de até mesmo marcar hora pra chorar. Queria apenas deixar as lágrimas se apossarem do meu rosto e tentar acabar com qualquer sentimento que ainda houver aqui dentro. Assim, sem porque, sem motivo, sem hora marcada, chorar. Apenas chorar sem ter hora pra acabar. E aí então, silenciarei as lágrimas por um tempo, recuperarei forças, juntarei mais lágrimas, até que eu desabe de novo. Estou mergulhada em um círculo de lágrimas.

segunda-feira, 13 de junho de 2011

O que fazer?

O que fazer?
Quando tudo parece estar tão distante
Quando o sonho está tão longe de mim

O que fazer?
Quando nesse lugar você já não se encaixa
E não se pode fugir

O que fazer?
Se o amor  não é  correspondido
E a saudade já não tem mais fim

O que fazer?
Se de sorrir já não tenho vontade
E pra chorar já não tenho mais lágrimas

O que fazer?
Se ninguém mais te aceita
E se vivem zombando de ti

O que fazer?
Se não tenho vontade de falar
E todos vivem cobrando de mim

O que fazer?
Pra curar essa angustia
E afastar a tristeza de mim

O que fazer?
Quando minhas rimas já não “batem”
E as palavras já não tem mais fim

O que fazer?
Quando a solidão invade
E não há ninguém aqui

O que fazer?
Com esses momentos
Que parecem não ter mais fim...

São só...

São só memórias
De dias que não voltam mais
São só historias
De um passado que ficou pra trás
São só reflexos
De tudo que eu já senti
São só mistérios
Que eu almejo descobrir
São só sentimentos
Que tendem a se modificar
São só lamentos
De dores que só o tempo irá curar
São só pessoas
Que por minha vida sempre vão passar
São só escolhas
Que me movem a continuar
São só caminhos
Que me levam para algum lugar
São só espinhos
Causando feridas que irão se cicatrizar
São só sonhos
Que eu não deixo de acreditar
São só introspectos
Que me inspiram a recomeçar
São só temores
Basta coragem pra enfrentar
São só amores
E o verdadeiro está em algum lugar
Desejando assim como eu
Que nossos caminhos possam se cruzar...

Cenas da Infância

Abrem-se as portas da fantasia
Doces, 

Pirulitos, 
Chocolate, 
Picolé
Histórias de pura imaginação
Fadas,

Duendes, 
Heróis, 
Dragão
Alegria contagiante
Sorriso aparente
Brincam o dia inteiro sem preocupações
Pic-esconde, 

Jogar bola,
Amarelinha, 
Pula corda
Voam assim seus dias de infância...
Mas logo amanhecem
Num instante mais curto que 

Um minuto,
Um segundo

E já são homens e mulheres
Que se deparam com um outro mundo
Onde tudo é preto e branco, meio acinzentado, vazio
Cheio de violência, 

Guerra, 
Fome, 
Dor, 
Ganância
E estes lembram com saudade
Cenas da infância...

Ninguém me ouve gritar

Parece que o mundo está caindo sobre a minha cabeça agora
E por mais que por dentro eu grite por socorro, 
Aqui fora ninguém me ouve gritar...

O mundo continua lá fora
Mas parece que parou pra mim
Vejo a vida passando através dessa janela
E eu continuo no mesmo lugar
E ninguém me ouve gritar...

Estou sendo enterrada viva
Nesse mundo onde as pessoas não sabem ouvir o coração
Não enxergam nada além da visão
Estão vivendo de “aparências”
E julgam sem conhecer a razão
Estou sufocando!!!
E ninguém me ouve gritar...

Criei uma barreira entre mim e o mundo
Entre mim e as pessoas
Não quero sangrar novamente 
Com palavras duras que me ferem até o osso
Ninguém entende
Estou sozinha nessa luta
Me faltam forças pra continuar
Perdi o chão, não tenho onde me agarrar
Estou caindo!!!
E ninguém me ouve gritar...

Quero continuar, mas não tenho forças
Perdi o rumo, não tenho mais direção
Estou quase me entregando
Não é possível mais conter as lágrimas
Estou dificilmente tentando respirar agora
Mas não há ar algum em meus pulmões
Estou morrendo!!!
E ninguém me ouve gritar...

Tenho que me levantar
Descobrir o mundo por trás dessa janela
Sair dessa bolha e fazer minhas próprias escolhas
Posso errar, sim, eu tenho esse direito sou humana!
Quero encontrar meu caminho
Enfrentar meus medos
Estou me libertando!!!
E ninguém me ouve gritar...

Cansei de lutar contra meu próprio coração
Quero ouvir o que ele tem a dizer
Me entregar à emoção
É hora de ir atrás dos meus sonhos
Correr riscos, me aventurar
Estou voando!!!
E ninguém me ouve gritar...