Sabe, sabe qual o problema da maioria das pessoas? São despreocupadas, 'confiantes demais' e deixam de dar o devido valor aos seus relacionamentos [não importa qual seja] e acabam se tornando complacentes. Aí o amor míngua, na “previsibilidade”, na rotina, no desleixo, porque o amor requer cuidado, a essência do amor é o encantamento, a surpresa. Tornar o amor prisioneiro da rotina dia após dia e não dar à ele o devido cuidado é o mesmo que roubar-lhe a chama da paixão e perdê-lo para sempre . As pessoas se acostumaram com o 'outro' sempre ali, correndo atrás, cuidando, demonstrando, amando, e não fazem nada. Elas acham que não precisam conquistar, não precisam fazer nada para ter sua amizade, seu carinho, seu amor, que o amor do 'outro' por si só já basta. Elas acostumaram a não fazer NADA. Até que um dia o 'outro' se cansa. Ele também quer estar do outro lado, ele também quer receber uma ligação não esperada, uma surpresa sem data marcada, um depoimento, um simples scrap, um e-mail, uma carta, qualquer coisa. O outro também quer palavras amigas, cuidados, atenção. O outro quer saber se você sente saudades. O outro quer sentir esse amor que você diz que tem por ele. E você continua fazendo NADA. É assim. Quando se cuida demais, se apega demais, demonstra demais... você sempre acaba se magoando no final. Não há exceções, as pessoas se divertem esbanjando amor; e consequentemente desperdiçando-o. Esbanjam como se pudessem comprar, perdem e aí dão o devido valor. Mas as vezes é tarde demais. O 'outro' esteve o tempo todo ali, mas você não viu.
Texto de: Samara Caetano e Julio Ferreira.
Texto de: Samara Caetano e Julio Ferreira.
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